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Participe do evento "100 com 30 sem Gilles Deleuze: Conversações infinitas"

EVENTO

Realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, o evento acontecerá nesta quinta (27) e sexta-feira (28), no Miniauditório 1 do câmpus Pelotas
publicado: 26/11/2025 15h20, última modificação: 26/11/2025 15h32

PARTICIPE! Nesta quinta (27) e sexta-feira (28), será realizado o evento "100 com 30 sem Gilles Deleuze: Conversações infinitas" no Miniauditório 1 do câmpus Pelotas. Organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, a atividade busca evidenciar a obra de Gilles Deleuze, quando se comemora os cem (100) anos de nascimento do filósofo, bem como os trinta (30) anos de sua morte.

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Foram convidados pesquisadores que em suas trajetórias adquiriram proximidade com as ideias e conceitos problematizados por Deleuze, principalmente na composição com Félix Guattari. Neste sentido, haverão duas (2) Mesas de Conversa, com quatro (4) professores-pesquisadores em cada uma, articulando uma ação entre quatro (4) instituições renomadas no estado do Rio Grande do Sul.

A ideia que compõe este modo de apresentação, sustenta-se na escolha de que as seções aconteçam a partir da provocação de problematizações entre os componentes das mesas, sem a necessidade de um transcendente de organização das intervenções, como forma de tensionar a quebra de uma serialização de intervenções.

Neste caso, as Mesas de Conversa se apresentam como uma provocação, no sentido de que se possa experimentar o funcionamento de uma Máquina Abstrata que acontece enquanto agenciamento de encontros entre linhas de enunciação que se enredam na composição de uma paisagem de composições infinitas.

Diante da extensão e densidade da obra de Gilles Deleuze, principalmente a partir do encontro com Félix Guattari, procurou-se provocar a relação entre duas obras em cada mesa, como forma de potencializar relações entre elas a partir da perspectiva que os professores-pesquisadores de cada mesa assumirem com suas posições de enunciação. As obras escolhidas desenham uma percepção mais contemporânea da produção de Deleuze, constituindo uma paisagem que potencializa questões pertinentes e atuais acerca de temáticas variadas, inclusive na educação.

Durante às tardes de 27 e 28 de novembro, acontecerão apresentações orais, referentes as pesquisas maquinatórias e poetigráficas dos mestrandos e doutorandos.

Gilles Deleuze nasceu em Paris, em 18 de janeiro de 1925 e faleceu em 4 de novembro de 1995. A obra filosófica de Deleuze pode ser considerada uma das principais representantes da filosofia não-analítica e de resistência a visão positivista da modernidade. Assim, ocupa um lugar estratégico nos debates contemporâneos que problematizam sociedade, política, subjetividade e singularidade, sedimentando um percurso de pensamento que se distancia das principais tendências filosóficas contemporâneas.

Em seus estudos iniciais, Deleuze estabelece um foco na história da filosofia e tensiona problematizações que trazem a cena Nietzsche, Spinoza, Bergson, Kant, Hume, entre outros., Deleuze tem como marca a produção de trabalhos inovadores no campo filosófico, com destaque para livros como Diferença e repetição (1968) e A lógica do sentido" (1969), além de ter escrito sobre arte, literatura, cinema. A partir do encontro com o psicanalista e anarquista Félix Guattari a obra de Deleuze assume um tom mais político e compõe à publicação da obra conjunta mais conhecida dos dois filósofos: O Anti-Édipo (1972) e Mil Platôs (1980), nos dois volumes que compõem o conjunto "Capitalismo e esquizofrenia".

Deleuze propunha uma não prevalência entre filosofia, ciência e arte, e que a principal função da filosofia é a criação de conceitos.

Confira a programação do evento aqui.